sexta-feira, 15 de maio de 2009

RESISTA A NECESSIDADE DE CRITICAR

Quando julgamos ou criticamos outra pessoa, não são os seus defeitos que estamos denunciando, mas o nosso: a nossa necessidade de sermos críticos.

Se você costuma ir a encontros e ouvir críticas que normalmente são levantadas em relação ao comportamento de outros, e depois vai para casa e pensa a respeito do bem que essa prática fará para a tentativa de tornarmos este mundo um lugar melhor, provavelmente chegará à mesma conclusão que eu: Zero ! Nenhum bem. E não é só isso. A crítica não só não resolve nada, como contribui para a irritação e a desconfiança em relação ao nosso mundo. Afinal, ninguém de nós gosta de ser criticado. Nossa relação normal à crítica é nos tornarmos defensivos ou desencorajados. Uma pessoa que se sinta atacada, normalmente tem duas reações: ou retrocederá, por medo ou vergonha, ou atacará e irromperá em raiva. Quantas vezes você criticou alguém e ouviu a seguinte resposta: " Muito obrigado por apontar minhas falhas, eu realmente apreciei sua contribuição ? "

A crítica, como xingamento, nada mais é que um péssimo hábito. É algo que nos acostumamos a fazer: somos íntimos da sensação. É algo que nos mantém ocupados e nos fornece assunto para conversas e nos mantermos em evidencia.

Se, no entanto, você ocupar um minuto observando de como realmente se sente logo após criticar alguém, perceberá que fica um pouco abatido e envergonhado, um pouco como se fosse você a pessoa atacada. O motivo dessa sensação é que ao criticarmos, fazemos uma declaração ao mundo e para nós mesmos: " Preciso ser crítico." Não é algo que tenhamos em orgulho em admitir.
www.geocities.com/Athens/Acropolis/7060/criticar.htm

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"Peço desculpas aos leitores do meu blog, não descrevi o texto acima com intuito de ofender ninguém, apenas para que façam uma reflexão e também de uma certa forma um desabafo. Determinados cidadãos em Laranja da Terra que pouco ou nada fizeram até hoje pela nossa cidade, apenas ficam pelas esquinas das ruas e às vezes se aproveitando de uma “posição social” para tecer criticas ao próximo.
Chamo atenção dos leitores para que observem essas pessoas, procure alguma coisa positiva que elas já fizeram ou trouxeram para nossa Cidade. Posso lhes garantir que pouco ou nada até hoje fizeram. Apenas usam a “crítica” para se manter em evidencia e continuar enganando a sociedade, pois tenho certeza que se fosse para se manter em evidencia com trabalho e benfeitorias, seria muito mais árduo."
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Saber criticar:

10(dez) regras para dizer a alguém, de uma forma construtiva, que fez alguma coisa mal:

1-Identifique o comportamento que quer criticar. Critique uma ação, não uma pessoa.
2-O comportamento que está a criticar deve ser susceptível de melhorar.
3-Use o 'eu' ou 'nós' para realçar que quer resolver o problema em conjunto. Não expresse ameaças.
4-Certifique-se que o outro entende os motivos pelos quais o está a criticar.
5-Não faça rodeios: vá diretamente ao assunto e fique calmo.
6-Mostre claramente que o comportamento melhorado será recompensado e ofereça a sua ajuda para resolver o problema.
7-Não fique zangado ou sarcástico, só tem efeitos negativos.
8-Mostre à pessoa que entende os sentimentos dela.
9-Comece por dizer algo positivo.
10-Confirme, no fim, o apoio e a confiança na pessoa.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Liberdade de Expressão e a Democracia.

A liberdade de expressão, sobretudo sobre política e questões públicas é o suporte vital de qualquer democracia. Os governos democráticos não controlam o conteúdo da maior parte dos discursos escritos ou verbais. Assim, geralmente as democracias têm muitas vozes exprimindo idéias e opiniões diferentes e até contrárias.
Segundo os teóricos da democracia, um debate livre e aberto resulta geralmente que seja considerada a melhor opção e tem mais probabilidades de evitar erros graves.
A democracia depende de uma sociedade civil educada e bem informada cujo acesso à informação lhe permite participar tão plenamente quanto possível na vida pública da sua sociedade e criticar funcionários do governo ou políticas insensatas e tirânicas. Os cidadãos e os seus representantes eleitos reconhecem que a democracia depende de acesso mais amplo possível a idéias, dados e opiniões não sujeitos a censura.
A liberdade de expressão é um direito fundamental consagrado na Constituição Federal de 1988, no capítulo que trata dos Direitos e Garantias fundamentais e funciona como um verdadeiro termômetro no Estado Democrático. Quando a liberdade de expressão começa a ser cerceada em determinado Estado, a tendência é que este se torne autoritário. A liberdade de expressão serve como instrumento decisivo de controle de atividade governamental e do próprio exercício do poder. O princípio democrático tem um elemento indissociável que é a liberdade de expressão, em contraposição a esse elemento, existe a censura que representa a supressão do Estado democrático. A divergência de idéias e o direito de expressar opiniões não podem ser restringidos para que a verdadeira democracia possa ser vivenciada.

Em resposta ao reclame do Comentáro:
Oh meu amigo, por que fui censurado???Liberdade de expressão, gostamos muito do companheiro.......... “Anônimo”

Se alguém não diz o seu nome quando critica, no mínimo não tem moral, não tem certeza, ou não tem peito para assumir o que está falando. Como já descrevi acima, a Constituição Federal garante o direito à liberdade de expressão, mas veda o anonimato.

domingo, 10 de maio de 2009

Laranja da Terra


10 de Maio
Aniversário de Emancipação Política de Laranja da Terra
Feliz Aniversário!!!


A criação do município se deu através da Lei n° 4.068, de 6 de maio de 1988, publicada no Diario de Imprensa Oficial do Estado do Espirito Santo em 10 de maio de 1988. A instalação se deu em 1° de janeiro de 1989. O município de origem foi Afonso Cláudio. O município de Laranja da Terra localiza-se a uma latitude sul de 19°, 51’ e 58" e a uma longitude oeste de Greenwich de 41°, 1’ e 39", possuindo área de 461 km², equivalente a 1,01% do território estadual. Limita-se ao norte com os municípios de Baixo Guandu e Itaguaçu; ao sul, com Afonso Cláudio; a leste, com Itarana e Itaguaçu e a oeste, com o Estado de Minas Gerais. Distancia de Vitória cerca de 154 quilômetros. Além da sede, com altitude de 150 metros, é compreendido pelos distritos de Jaotuba, Vila de Laranja da Terra, São Luis de Miranda e Sobreiro. O relevo apresentado é montanhoso e com fortes ondulações. A bacia que compõe a paisagem hidrográfica do município é a do rio Doce-suruaca, cuja área é de 461 km², destacando-se como principal rio o Guandu. A temperatura média anual fica em torno de 22,35°C, com maior ocorrência de chuvas nos meses de outubro a março.


video

sábado, 9 de maio de 2009

RELATOS SOBRE A PEDRA DE CINCO PONTÕES


CEC - Clube Excursionista Carioca
http://www.carioca.org.br/


O Clube Excursionista Carioca, foi fundado em 21 de fevereiro de 1946, é uma sociedade civil sem fins lucrativos e de utilidade pública federal.
Tem por finalidade a promoção de atividades em montanhas (caminhadas e escaladas), o treinamento para tais atividades e ainda a conscientização da importância da conservação do que resta da natureza. Promove ainda, eventualmente, excursões recreativas como em rios (raftings), rapéis de cachoeira, etc. Ao longo destes cinqüenta e tantos anos, o CEC fez inúmeras conquistas (primeira subida por uma determinada rota em uma montanha), promoveu várias atividades voltadas à preservação da natureza, quando quase ninguém sabia o que significava a palavra ecologia, treinou mais de 2000 pessoas em técnicas de montanha e além de tudo isto fez e continua fazendo muitos amigos.



Em 1997 o CEC refez os 5 Pontões em Laranja da Terra (Espírito Santo) de uma só tacada. O grupo de quatro escaladores foi escolhido a dedo, esbanjando técnica, experiência e vitalidade. Assim, Jean Pierre, Ricardo de Moraes, José Ivan Calou e Gustavo Telles venceram Foca, Filhote, Rachado, Grande e Língua de Boi em apenas uma semana, trazendo de volta o livro de cume deste último, deixado lá pelo Carioca desde 1974. O livro só foi trazido de volta porque havia sido mal guardado e estava se acabando com a exposição ao tempo.


Confira aqui as páginas do livro de cume do Língua de Boi, coletando mais de 20 anos de histórias dos escaladores que lá estiveram. Também não deixe de ler o relato da excursão no (http://www.carioca.org.br/ ), um belo texto escrito pelo Jean Pierre.


Cinco Pontões (RELATOS DOS ESCALADORES)
Para mim, tudo recomeçou em novembro do ano passado com um comentário do Ivan:
-- Em julho nós vamos aos cinco pontões.
-- Também estou nessa -- incluí-me na hora.
Passou o tempo e o grupo acabou definido: Gustavo, Ivan, Ricardo e eu. A época: início de julho. O objetivo: subir os cinco pontões. Um objetivo ambicioso para uma semana de escaladas. Foca, Filhote, Língua de Boi, Rachado e Grande. Não nesta ordem, pois decidimos subir o Rachado em primeiro lugar, por ser fácil e permitir um descanso da viagem ao mesmo tempo que nos ambientaríamos.
Comida comprada, tudo arrumado nos carros (ou quase tudo), partimos domingo às 04:30. Rio, Cachoeiro do Itapemirim (maravilhoso Itabira!), Castelo (Pedra do Fio!), Afonso Cláudio (Três Pontões!) e finalmente, depois de passar por Itaguaçú e Itarana chegamos a Patrimônio de Cinco Pontões em Laranja da Terra, após inúmeras paradas para fotografias. Anoitecia, e os cinco pontões destacavam-se magníficos contra o céu violeta já coalhado de estrelas. Imenso e profundo, o céu daquele sertão, perdido ao pé do Caparaó. Estrelas piscavam no recorte desenhado pela silhueta negra das montanhas. Tudo ainda desafio e esperança...
Hospedamo-nos na casa do Alemão (Jacimar Casa Grande). ótima pessoa, alma ainda maior que o nome, que socorrera o Ricardo e André Ilha após uma espetacular capotagem dois anos antes. Não esperávamos o conforto que, após a longa viagem, foi um bálsamo. Chuveiro precário, mas chuveiro! Quartos só para nós. Pia, tanque de lavar louça e outros confortos que normalmente só lembramos quando nos faltam. A princípio ficaríamos somente a primeira noite, mas acabamos ficando todo o tempo.

Grande Alemão!
Segunda feira partimos para o Pontão Rachado. Marcamos a trilha no pasto ao pé da Foca e logo encostamos na pedra. Vislumbramos os primeiros lances que faríamos no dia seguinte e adivinhamos o resto. Dali continuamos, passando por baixo da Foca, alcançando a base do Filhote e seguindo pela Língua de Boi até o início da grande calha que leva ao cume do Pontão Rachado. Talvez uns 200 m de curtas seqüências de chaminés e um costão de uns 100 m até o cume. Alcançado o primeiro objetivo. Modesto e simples, mas um maravilhoso cume. Vista lindíssima para o anfiteatro de agulhas que formam o Pontão Grande. No fundo, a Agulha 17 de Julho (1970) destacava-se, lembrando-me o dia em que todo o povo da região respondeu ao nosso foguetório com tiros, rojões e gritos. Para mim ela representava o começo de tudo, um tempo já longínquo.
À noite, sonhos alucinantes visitaram-me no sono. O avião em que viajava estava caindo e eu não conseguia afivelar o cinto de segurança... Representação dantesca dos meus receios pelo dia seguinte. A Foca representava um desafio de 400 m de escalada com um grampo de ½" ou 3/8" a cada cinqüenta metros. Costuras só em grampinhos de ¼" de longe em longe! Proibido cair...
às 4:30 levantamo-nos, preparamos tudo e, escuro ainda, partimos. O alvorecer encontrou-nos na base. Chegara a nossa vez. Gustavo e Ivan foram à frente, Ricardo e eu na 2a cordada. Quatro esticões para cada um. Aos poucos fomos ficando acostumados aos grampinhos de ¼" e ao estilo ousado da escalada. Dividir sempre o peso nos três apoios fixos, esperar sempre a ruptura de uma agarra, (quantas quebraram !), a surpresa a cada passo. A confiança do meu companheiro dobrava a minha, a certeza de não cair porque nós dois acreditávamos nisto. E vice versa no esticão seguinte, até o momento indescritível de dominar a última agarra e pisar no cume. Vencemos! Um jogo de confiança, quatro parceiros, quatro amigos e o orgulho de poder dizer, no aperto de mãos ao cume:
– Mais uma!
Depois, a descida, com suas diagonais vertiginosas, e a caminhada de volta, já à noite. Parabéns ao Rodolfo, Rogério, Dudu e Paulista.
Grande conquista.
Em casa, orgulhosos do feito, comemoramos com o Alemão saboreando um delicioso copo de vinho português. Bem merecido!
Quarta feira a manhã já era velha quando reiniciamos a caminhada, vergados ao peso dos inúmeros pitons, mosquetões, cordas e uma longa vara de bambu, equipamentos indispensáveis a quem quiser fazer o teto do Filhote. Na base armei a alça de corda no bambu e, sob a inseparável câmara fotográfica do Ivan lacei o grampo conquistado pela raiz de outrora. Pronto! A fenda e o teto estavam ao nosso alcance. Agora era aproveitar o resto da tarde ganhando alguns metros de teto. Gustavo assim fez até ser visitado pelas temíveis abelhas, guardiãs daquele pico! Recuamos.
A quinta feira encontrou-nos de novo na base, hesitando em retomar o avanço sob a ameaça do ataque apícola. Mas elas tinham mais o que fazer, parece, e deixaram-nos, milagrosamente, em paz. Gustavo em poucas horas venceu os 36 m de teto, atingindo o grampo final. Ricardo subiu limpando o material e logo estava dando segurança para o lance seguinte, bem difícil. Os dois deixaram uma corda fixa no final do teto e seguiram adiante. Ivan e eu subiríamos de Jumar.
Foi então que a Montanha usou de suas últimas armas para defender-se. Ao final da subida, mal tive tempo de perceber o puído na corda. Avancei o Jumar meio metro a mais e subitamente caí. Fiquei perplexo de encontrar-me vivo 3 m abaixo! A capa da corda rompera-se, mas a alma retinha-me uns 30 m acima da base. Olhei para aquele feixe branco de cordinhas entrelaçadas e senti-me terrivelmente inseguro. Examinei à minha volta mas nada havia de melhor do que aquele resto de corda que a pedra afiada tentava ainda cortar a cada movimento meu. Descer era a única solução, e o mais rápido possível, antes que a bênção que me havia poupado se esgotasse. Armar o oito, soltar-me dos Jumares, Prussiks, largar as escadinhas e descer, descer, descer...
Já em segurança na base, aos gritos conseguimos explicar aos companheiros que não podíamos subir. Eles foram ao cume, mesmo sem comida e água, mas na volta tiveram a corda presa pelo nó. Felizmente eles haviam chegado à ponta da outra, e puderam, exaustos, rebocar uma corda intacta que tínhamos na base e juntar-se a nós.
à noite refizemos as contas e decidimos. Sexta feira subiríamos o Pontão Grande, para descansar, e voltaríamos todos ao Filhote no sábado, guardando a Língua de Boi para o domingo. Assim dito, assim feito, e o dia seguinte nos viu percorrer os costões do Pontão Grande. Ainda tivemos o privilégio de admirar uma imensa paca que, fugindo espavorida, quase passou por baixo das pernas do Ricardo indo esconder-se numa moita de gravatás. Esta parte da história combinamos omitir ao povo da região, em solidariedade ao pobre roedor que tão habilmente vinha escapando da sanha dos caçadores.
No sábado retomamos o ataque ao Filhote, que finalmente deixou-se vencer. Lá estavam o livro de cume e a flâmula do CEC, que trouxemos de volta. Lá deixamos um escudo do clube, assinado por todos, até que outra cordada cumpra a tradição de deixar sua lembrança e resgatar a nossa. Descemos sem dificuldades pela variante dos Petropolitanos.
Nosso último desafio foi vencido no domingo. Língua de Boi, cume magnífico, talvez o mais impressionante. No livro de cume, mesmo molhado e semidestruído, pudemos ler as impressões das cordadas que lá estiveram. Pouca gente, nestes 25 anos! Tão estragado estava o livro que decidimos traze-lo de volta ao CEC, não sem antes ter deixado provisoriamente umas folhas nas quais copiamos os nomes e datas de todos que lá estiveram. Fica uma tarefa para a próxima cordada: levar um novo livro. Nobre motivo, além de todos os que já temos...
A estrada de volta encontrou-me só. Decidi voltar um dia antes dos companheiros. Desci por Joatuba, serra que havia percorrido na primeira vez que ali chegara. Olhando para trás, à luz suave da manhã que nascia, revi os mesmos contornos de outrora. Emocionado senti que o tempo passou...
Mas não passou em vão.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

CLAUDIO PAGUNG FOI CONVIDADO A SER CANDIDATO A DEPUTADO ESTADUAL PELO PDT

O ex-prefeito de Laranja da Terra, Cláudio Pagung, foi convidado a se filiar no PDT e ser candidato a deputado estadual. O convite partiu do prefeito da Serra, Sérgio Vidigal, que foi ao encontro de Pagung para oficializar o convite. “ A região precisa de um representante na Assembléia Legislativa e acredito que Pagung tem os requisitos para unir os municípios ao redor em torno de sua candidatura”, afirmou Vidigal.

Vidigal encontrou Cláudio Pagung durante a exposição de produtos típicos de Laranja da Terra no Hortomercado, em Vitória. O prefeito da Serra aproveitou para saborear doces e outras delícias produzidas na nossa cidade, assim como ficou encantado com o show de concertina de artistas de Laranja da Terra.
Claudio Pagung ficou feliz com o convite. E acha que Laranja da Terra, e cidades ao redor, como Afonso Cláudio, Itarana e Itaguaçu, precisam mesmo de um deputado defendendo seus interesses na Assembléia Legislativa. Mas Claudinho acha cedo em falar de candidatura, pois prefere primeiro conversar com seus compaheiros.